Nas profundezas do oceano, onde a luz solar dificilmente penetra e a pressão desafia a física, opera uma das frações mais estratégicas e respeitadas da Marinha do Brasil. Celebrando 112 anos de existência, a Força de Submarinos (ForSub) reafirma sua trajetória marcada por coragem, inovação e a dedicação incansável de marinheiros que protegem as riquezas do país a partir das profundezas.

​”Usque ad sub aquam nauta sum. Sou marinheiro até debaixo d’água.”

​Análise da Imagem Comemorativa  .O cartaz de homenagem traz uma composição rica em simbolismos e estética que resgata a tradição e o olhar para o futuro: O Número 112: No topo, em destaque typographic desgastado pelo tempo, o número carrega a silhueta de um submarino clássico da classe Foca ou Tupi, representando as origens da frota submersa brasileira.

​Estética de Pergaminho e Bússola: A textura envelhecida e os traços da Rosa dos Ventos ao fundo remetem à tradição da navegação e ao mapeamento das águas territoriais brasileiras.

​O Submarino nas Profundezas: Na metade inferior, em tons de azul abissal, um submarino moderno emerge da escuridão sob feixes de luz que cortam a água, simbolizando a prontidão e o poder de dissuasão da frota atual.

​A Mensagem Central: Homenageia não apenas os meios navais, mas os homens e mulheres marinheiros que encaram o isolamento e os desafios extremos da vida submersa.

​Uma Breve Jornada Histórica

1. As Origens (1914) – A história da Força de Submarinos brasileira teve início em 17 de julho de 1914, com a incorporação dos primeiros submarinos da classe Foca (F1, F3 e F5), construídos na Itália. Essa aquisição colocou o Brasil em um grupo seleto de nações que dominavam o emprego tático de armas submersas na América do Sul.

2. A Evolução nas Guerras e na Guerra Fria – Durante a Segunda Guerra Mundial e o período da Guerra Fria, a Força de Submarinos passou por contínuas modernizações, operando submarinos das classes GUPPY e Oberon (como o famoso Humaitá e o Tonelero), fundamentais para o adestramento de patrulhamento e guerra antisubmarino.

3. A Era dos Submarinos Nacionais e o ProSub – A partir dos anos 1980 e 1990, a Marinha do Brasil deu um salto de autonomia com os submarinos da classe Tupi (IKL-209), construídos parcialmente no país.

​Hoje, por meio do PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos), o Brasil consolida sua capacidade de projeção estratégica com a classe Riachuelo (S-40) e avança no projeto do Álvaro Alberto (SN-BR), o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

A Importância Estratégica: Proteger a Amazônia Azul

​Os submarinos desempenham um papel vital no conceito de dissuasão estratégica. Operando de forma furtiva, são a principal garantia de defesa da Amazônia Azul — uma área marítima de mais de 4,5 milhões de quilômetros quadrados que abriga: Reservas gigantescas de pré-sal e gás natural;

​Rotas do comércio exterior brasileiro (mais de 95% das mercadorias passam pelo mar); Uma biodiversidade marinha inestimável.

​”Marinheiros até debaixo d’água”. Mais do que máquinas de alta tecnologia, a Força de Submarinos é feita de pessoas. A mística do “marinheiro de submarino” envolve disciplina exemplar, controle psicológico rigoroso e um espírito de camaradagem ímpar, afinal, dentro do tubo de aço submerged, a segurança de todos depende da precisão de cada um.

​Ao completar 112 anos, a Força de Submarinos reafirma o lema estampado em sua homenagem: a coragem de proteger o Brasil, honrando o passado e navegando com firmeza em direção ao futuro das profundezas.

Humberto G. Aliperti – MTB.073077 Lei Federal Nº 12.527
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